TIGRE-D´ÁGUA
 
Ordem: Testudines
Família:
Emydidae
Nome popular:
Tigre-d'água
Nome em
inglês: D'Orbigny's slider turtle
Nome científico:
Trachemys dorbignyi
Distribuição
geográfica: Rio Grande do Sul (Brasil),
Uruguai e nordeste da Argentina
Habitat:
Pântanos, banhados, lagos, riachos e rios
Hábitos
alimentares: Onívoro
Reprodução:
Desova entre 1 e 18 ovos por postura, que eclodem
após 60 a 120 dias de incubação
Período
de vida: Aproximadamente 30 anos
Conhecido como Trachemys dorbignyi pela ciência, esta espécie é uma das
maiores vítimas do comércio ilegal de animais. De coloração muito bonita
quando jovem, cujas listras amarelas e alaranjadas sobre fundo verde
deram-lhe o nome popular de “Tigre d´água” é vendida com a promessa de que
manterá aquela cor durante toda a vida e nunca alcançará grande porte. Ao
ver o filhote recém-nascido com cerca de 3 cm, a maioria acredita.
Porém, crescendo de 3 a 5 cm ao ano e perdendo a intensidade de suas cores
conforme se aproxima da maturidade, quando as fêmeas podem alcançar até 30
cm e os machos até 25 cm, torna-se incômoda e os exemplares são abandonados
em lagos ou nas mãos de entidades de todo o país, causando um novo
desequilíbrio, devido à complexidade dos trabalhos de reintrodução à
natureza de animais criados em cativeiro.
Na Argentina, Uruguai e estados do sul do Brasil, onde vivem, elas possuemuma alimentação muito variada, que inclui vermes, carne que consigam
encontrar, frutas, peixes, plantas, pequenos cruistáceos e muito mais. Além
disso, podem sair para terra, tomar sol à vontade e possuem muito espaço
para nadar. Manter tais condições em cativeiro, além de água sempre limpa e
em temperatura adequada, é uma tarefa árdua.
Uma outra espécie do gênero, a Trachemys scripta elegans, popularmente
conhecida como tartaruga de orelhas vermelhas, é vendida legalmente em boas
casas de animais de estimação, e já vem com microchip, nota fiscal e papéis
comprovando sua condição legal de venda. Muitas vezes são confundidas ou
até mesmo vendem a Tigre d´água como sendo a de orelhas vermelhas.
Texto de Ricardo Avari
Biólogo da Divisão de Ciências Biológicas
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