TARTARUGA-DO-AMAZONAS
 
Ordem: Testudines
Família:
Pelomedusidae
Nome popular:
Tartaruga-do-amazonas
Nome em
inglês: South american river turtle
Nome científico:
Podocnemis expansa
Distribuição
geográfica: Norte da América do Sul, nas
bacias dos rios Amazonas e Orinoco
Habitat:
Rios e lagos
Hábitos
alimentares: Onívoro
Reprodução:
Desova entre 40 e 160 ovos por postura, que eclodem
após 45 a 80 dias de incubação
Período
de vida: Aproximadamente 50 anos
A tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) na verdade é um cágado, istoé, um quelônio aquático que encolhe seu pescoço lateralmente para dentro da
carapaça. Os cágados são quelônios de uma subordem chamada pleurodira, que
seguiram um caminho evolutivo diferente do seguido pela maioria das outras
tartarugas, que encolhem o pescoço em “S” e para dentro.
É o maior quelônio da América do sul. Atinge facilmente 50 kg, mas algumas
chegam a até 75 kg e um casco de 90 cm de comprimento. Por isso, foram
muito caçadas, e ainda o são por povos ribeirinhos da floresta, por sua
carne e pelos seus ovos. Hoje, busca-se equilibrar o quanto se pode caçar
deste animal com a reposição de indivíduos pela reprodução, e a apanha de
ovos foi proibida. Alguns projetos pretendem inclusive estabelecer formas
de criação em cativeiro para aumentar o número de tartarugas da Amazônia.
Apesar de serem muito prolíficas, botando por volta de cento e vinte ovos
em covas cavadas à beira dos rios, e de milhares de tartarugas colocarem
seus ovos juntas no período de postura, são poucas as que conseguem atingir
a idade adulta, pois muitos animais se alimentam das jovens tartaruguinhas
da Amazônia.
As fêmeas são bem maiores que os machos, que por sua vez tem uma cabeça
proporcionalmente maior que elas. Vivem harmoniosamente até mesmo com
jacarés depois de um certo tamanho, pois seu casco resistente a mantém
segura contra os dentes destes animais.
Uma curiosidade sobre esta espécie é que as linhas que formam bonitos
desenhos em sua cara são como impressões digitais, e não se repetem de uma
tartaruga para outra. Assim, podem ser usados para identificar diferentes
indivíduos para a realização de estudos.
Texto de Ricardo Avari
Biólogo da Divisão de Ciências Biológicas |