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ANIMAIS: RÉPTEIS

SUCURI-AMARELA

Ordem: Squamata

Família: Boidae

Nome popular: Sucuri-amarela

Nome em inglês: Yellow anaconda

Nome científico: Eunectes notaeus

Distribuição geográfica: Região central da América do Sul

Habitat: Rios, lagos e matas próximas a rios

Hábitos alimentares: Carnívoro

Reprodução: Produz de 5 a 19 filhotes por ninhada, após gestação de 225 a 270 dias

Período de vida: Aproximadamente 30 anos



As sucuris são talvez as serpentes mais cercadas de lendas e mitos das Américas. Seu porte majestoso, sua força e tamanho, além dos hábitos misteriosos e importância na religiosidade dos índios sul-americanos a faz alvo de muitas crendices e também de muitos enganos.

A sucuri-amarela, Eunectes notaeus, é uma das boídeas de coloração mais viva, e assim como as demais serpentes do gênero Eunectes, possui hábitos semi-aquáticos. Muitas vezes é vista descansando ou tomando sol em pedras das margens ou em galhos sobre a água, e se assustadas lançam-se imediatamente ao rio, onde são mais ágeis e rápidas que na terra. E podem
ficar submersas por até dez minutos.

As sucuris são serpentes muito primitivas. Ainda apresentam vestígios das patas traseiras que seus ancestrais semelhantes a lagartos possuíam, que na maioria das outras serpentes já desapareceu. Apresentam-se como dois pequenos espinhos próximos à cloaca, e geralmente são um pouco maiores nos
machos. Por dentro, há vestígios dos ossos da bacia, sem nenhuma função.

Na natureza, sua vida é muito dura. Sua alimentação consiste em peixes grandes, aves, mamíferos como capivaras e porcos do mato, e também de jacarés, que por sua vez podem predar as sucuris jovens. Mesmo as maiores representantes do gênero, as sucuris-verdes (Eunectes murinus) não são capazes de engolir animais maiores que um bezerro jovem, quanto mais um
homem, e na presença deste preferem fugir a deixar que ele chegue perto. Porém, se são acuadas, podem atacar e causar ferimentos graves tanto com sua mordida, que embora não tenha veneno é muito forte, quanto com a constrição, que pode asfixiar uma pessoa.

A sucuri amarela é protegida por lei da caça e da venda ilegal, mas seu maior inimigo é o desmatamento, que destrói as florestas em que vive e provoca alterações no regime hídrico dos rios, matando muitas delas pela seca e falta de abrigo. A exploração consciente dos recursos da floresta, com a exigência de certificação da madeira e extração legalizada dos produtos florestais, é uma das formas de proteção de seu habitat único e de todas as demais espécies que nele vivem.

Texto de Ricardo Avari
Biólogo da Divisão de Ciências Biológicas

RÉPTEIS
Jabuti-piranga (Geochelone carbonaria)
Cobra de duas cabeças (Amphisbaena alba)
Suaçubóia (Corallus hortulanus)
Tracajá (Podocnemis unifilis)
Briba (Diploglossus lessonae)

Basilisco-verde (Basiliscus plumifrons)

Bico-doce (Ameiva ameiva)
Cágado-cabeçudo (Bufocephala vanderhaegei)
Gavial-da-malásia (Tomistoma schlegelii)
Jabuti-gigante-de-aldabra (Geochelone gigantea)
Jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris)
Jibóia (Boa constrictor)
Lagartixa-leopardo (Eublepharis macularius)
Lagarto-de-língua-azul (Tiliqua scincoides)
Lagarto-rabo-de-macaco (Corucia zebrata)
Muçuã (Kinosternon scorpioides scorpioides)
Papa-vento (Enyalius iheringii)
Píton-burmesa (Python molurus bivittatus)
Sinimbu (Iguana iguana)
Sucuri-amarela (Eunectes notaeus)
Surucucu-do-Pantanal (Hydrodinastes gigas)
Tartaruga-do-amazonas (Podocnemis expansa)
Teiú (Tupinambis merianae)
Tigre-d'água (Trachemys dorbignyi)
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Aves
Mamíferos
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