LAGARTIXA-LEOPARDO

Foto: Cybele Lisboa
Ordem: Squamata
Família:
Eublepharidae
Nome popular:
Lagartixa-leopardo
Nome em
inglês: Leopard gecko
Nome científico:
Eublepharis macularius
Distribuição
geográfica: Sudeste Asiático, Afeganistão, nordeste da Índia e Paquistão
Habitat:
Desertos, áreas rochosas, e áreas arenosas.
Hábitos
alimentares: Insetívoros. Eventualmente se alimentam de outros artrópodes.
Reprodução:
São ovíparos. Botam normalmente 2 ovos por postura. A incubação demora aproximadamente 60 dias.
Período
de vida: 20 anos
A lagartixa-leopardo recebe este nome devido à belíssima coloração de sua pele que, com a base amarelada coberta de pintas pretas, lembra muita a do famoso felino africano leopardo. Porém, os filhotes são bem diferentes: ao invés das pintas possuem listras pretas e somente na transição de jovem para adulto que as pintas começam a aparecer.
Pertence a uma família na qual estão inclusas todas as lagartixas com pálpebras móveis, porém diferentemente das lagartixas mais comuns, a lagartixa-leopardo não possui discos adesivos nas pontas dos dedos.
Como outros répteis, a lagartixa-leopardo, de tempos em tempos, também troca de pele. Essa pele começa a ficar esbranquiçada e se solta de todo o corpo lembrando uma pessoa que está descascando por causa do sol.
Após solta, esta pele é ingerida pela própria lagartixa pois contém alguns nutrientes importantes.
Os machos são diferentes das fêmeas pois, além de serem maiores e mais pesados, possuem a cabeça mais robusta.
A maturidade sexual não é atingida conforme a idade, e sim conforme o tamanho: com aproximadamente 35g, uma lagartixa-leopardo já pode ser considerada sexualmente madura.
São lagartos de vida longa e de hábitos noturnos.
Há registros de uma macho que chegou a ter 28 anos. Fêmeas vivem menos que os machos, sendo o recorde de 21 anos. Podem chegar a medir 20cm de comprimento.
Embora a lagartixa-leopardo tenha sido o primeiro lagarto a ser domesticado nos Estados Unidos, no Brasil não é permitido que as pessoas a mantenham em casa e muito menos a sua comercialização, portanto aqui, não é considerado um animal de estimação.
Texto de Renata Ibelli vaz
Bióloga Aprimoranda do Setor de Répteis
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