JIBÓIA
 
Ordem: Squamata
Família:
Boidae
Nome popular:
Jibóia
Nome em
inglês: Common boa
Nome científico:
Boa constrictor
Distribuição
geográfica: Do México ao norte da Argentina
Habitat:
Matas, cerrados e caatingas
Hábitos
alimentares: Carnívoro
Reprodução:
Produz de 8 a 49 filhotes por ninhada, após gestação
de 127 a 249 dias
Período
de vida: Aproximadamente 20 anos
A jibóia é a mais conhecida das serpentes da família Boidae, que inclui as
maiores cobras do mundo. A jibóia, com cerca de 4 m. de comprimento, é a
sétima maior, atrás da sucuri, das pítons e da Cobra-rei indiana (esta a única venenosa das sete).
As cobras desta família usam seu grande corpo e enorme força para matar
suas presas; em geral aves, mamíferos de médio e pequeno porte e outros
répteis; através de um processo chamado de constrição. A constrição é o
chamado “abraço de cobra”, e deu o nome científico a esta espécie (Boa
constrictor). Quando pega uma presa, a jibóia se enrola nela e aperta
firmemente, até que sente, com o corpo, que a respiração e os batimentos
cardíacos da presa cessaram. Então, abre a boca e engole a presa inteira,
pois as cobras não possuem dentes para mastigar seu alimento. É muito
rápida, e consegue pegar até mesmo morcegos em pleno vôo na entrada das
cavernas onde eles moram!
Não é verdade que com o “abraço” a cobra tenta quebrar os ossos da vítima,
embora alguns mais fracos possam se partir com a pressão. Também não é
verdade que ela envenene ou marque a pele das pessoas com o bafo. Na
verdade, quando assustadas, elas emitem um som agudo para tentar
desestimular algum predador de se aproximar.
A jibóia é uma serpente de índole muito calma, e por muito tempo foi
vendida como animal de estimação. Porém, como cresce muito, torna-se
difícil de ser mantida corretamente em cativeiro sem cuidados especiais, e
muita gente acaba matando a pobre serpente por falta de cuidados. Apenas
criadores legalizados e com registro do IBAMA podem comercializar estes
animais, que são vendidos com garantia de procedência, nota fiscal e com um
microchip eletrônico que permite que qualquer um saiba o número de registro
do animal, e não o confunda com um animal capturado na natureza.
Texto de Ricardo Avari
Biólogo da Divisão de Ciências Biológicas. |