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ANIMAIS: RÉPTEIS

JACARÉ-DE-PAPO-AMARELO

Ordem: Crocodylia

Família: Alligatoridae

Nome popular: Jacaré-de-papo-amarelo

Nome em inglês: Broad-snouted caiman

Nome científico: Caiman latirostris

Distribuição geográfica: Leste do Brasil (do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul), Uruguai, norte e nordeste da Argentina, Paraguai e leste da Bolívia

Habitat: Brejos, mangues, lagoas, riachos e rios

Hábitos alimentares: Carnívoro

Reprodução: Desova entre 17 e 50 ovos por postura, que eclodem após 70 a 80 dias de incubação

Período de vida: Aproximadamente 50 anos


Os jacarés, juntamente com seus primos crocodilos e aligátores, surgiram na face da Terra há pelo menos 200 milhões de anos. Contemporâneos dos grandes dinossauros, também atingiram tamanhos gigantescos. O Purussaurus brasiliensis, um jacaré que viveu a 20 milhões de anos atrás, na região onde hoje fica a Bacia Amazônica, atingia cerca de 14 metros de comprimento, rivalizando em tamanho com o famoso Tyranossaurus rex.

Os jacarés sempre mostraram-se muito bem adaptados às condições de vida do planeta, sobrevivendo, inclusive, aos fatores que determinaram a extinção dos dinossauros. Apenas o homem, através da caça excessiva, poluição das águas e desmatamento, conseguiu colocar em risco a sobrevivência desses animais. Esse é o caso do jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) que habita brejos, lagos, pântanos e rios desde o litoral do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul e bacias dos rios São Francisco, Paraná, Paraguai e Paraíba.

Apesar da ampla distribuição geográfica, o jacaré-do-papo-amarelo já esteve ameaçado de extinção em virtude da poluição de seu habitat e da caça predatória para a retirada do couro e consumo da carne. Com a proibição da caça a espécie se recuperou e não faz mais parte da lista de animais ameaçados de extinção. O jacaré-do-papo amarelo, juntamente com os outros crocodilianos, se destaca entre os répteis por apresentar cuidados com a sua prole.

O macho forma uma harém e após a cópula, que ocorre no verão, a fêmea constrói o ninho próximo à água usando folhas secas e fragmentos de plantas, cobrindo-o com folhas e areia. Em média são postos de 25 a 30 ovos, e nesta época, a fêmea se torna mais agressiva permanecendo perto do ninho para evitar o ataque de predadores como o lagarto teiú e o quati. O sol e a fermentação dos vegetais no ninho proporcionam o calor necessário à incubação que varia de 70 a 90 dias.

Próximo à eclosão é possível ouvir a vocalização dos filhotes, ainda dentro dos ovos, chamando a mãe. Ela então, desmancha o ninho usando os membros anteriores e posteriores, e o focinho. Caso algum filhote tenha dificuldade ao nascer, a mãe o ajuda e posteriormente ela carrega cada um na boca até a água, cuidadosamente. O macho cuida dos recém-nascidos que já estão na água e ambos os pais permanecem próximos aos filhotes, protegendo-os, ainda por um período de tempo.

Apesar de toda essa proteção, os filhotes precisam se alimentar sozinhos e quando pequenos comem insetos e invertebrados. Os adultos atingem até 2,5 metros de comprimento e se alimentam de caramujos, peixes, aves e pequenos mamíferos. Como todos os crocodilianos, tem uma vida longa e, provavelmente, pode ultrapassar os 50 anos de idade. Ao contrário dos mamíferos, quanto mais velho, torna-se maior e mais forte.

Embora os jacarés assustem as pessoas pelo seu tamanho e aspecto pré-histórico, são animais extremamente importantes para o equilíbrio ecológico, pois agem na cadeia alimentar controlando as espécies que fazem parte da sua dieta, além de controlarem a população dos caramujos transmissores de doenças, como a esquistossomose (barriga d’ água). Além disso, suas fezes servem de alimento a peixes e a outros seres aquáticos.

Fundação Parque Zoológico de São Paulo
Texto de Flávio de Barros Molina e Luana Paola
Atualizado por Cybele Sabino Lisboa

RÉPTEIS
Jabuti-piranga (Geochelone carbonaria)
Cobra de duas cabeças (Amphisbaena alba)
Suaçubóia (Corallus hortulanus)
Tracajá (Podocnemis unifilis)
Briba (Diploglossus lessonae)

Basilisco-verde (Basiliscus plumifrons)

Bico-doce (Ameiva ameiva)
Cágado-cabeçudo (Bufocephala vanderhaegei)
Gavial-da-malásia (Tomistoma schlegelii)
Jabuti-gigante-de-aldabra (Geochelone gigantea)
Jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris)
Jibóia (Boa constrictor)
Lagartixa-leopardo (Eublepharis macularius)
Lagarto-de-língua-azul (Tiliqua scincoides)
Lagarto-rabo-de-macaco (Corucia zebrata)
Muçuã (Kinosternon scorpioides scorpioides)
Papa-vento (Enyalius iheringii)
Píton-burmesa (Python molurus bivittatus)
Sinimbu (Iguana iguana)
Sucuri-amarela (Eunectes notaeus)
Surucucu-do-Pantanal (Hydrodinastes gigas)
Tartaruga-do-amazonas (Podocnemis expansa)
Teiú (Tupinambis merianae)
Tigre-d'água (Trachemys dorbignyi)
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