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ANIMAIS: RÉPTEIS

JABUTI-GIGANTE

Ordem: Testudines

Família: Testudinidae

Nome popular: Jabuti-gigante-de-aldabra

Nome em inglês: Aldabran giant tortoise

Nome científico: Geochelone gigantea

Distribuição geográfica: Atól de Aldabra (Oceano Índico)

Habitat: Mangues e áreas abertas, semelhantes às savanas

Hábitos alimentares: Onívoro

Reprodução: Desova entre 4 e 14 ovos por postura, que eclodem após 100 a 210 dias de incubação

Período de vida: Mais de 100 anos.


Os jabutis gigantes existem há muitos séculos na Terra e, apesar do tamanho, podem ser considerados frágeis porque as diferentes espécies de jabutis gigantes estão distribuídas apenas em Ilhas, nas Galápagos (que ficam próximas do Equador) e nas Ilhas de Aldabra (no Oceano Índico). Em Aldabra existe somente uma espécie: a Geochelone gigantea.

Os jabutis gigantes se alimentam basicamente de frutos, folhas, flores, capim, cactos, liquens e carniças. São animais solitários e dóceis quando não estão na época de acasalamento. Nesta época os machos começam a emitir sons altos para seduzirem as fêmeas. Em média uma fêmea põe de 10 a 20 ovos que têm um período de incubação de 120 a 216 dias aproximadamente. Os
filhotes destes gigantes são minúsculos, medindo menos de 6 cm de comprimento.

Estes animais tem uma vida longa. Há o registro de um jabuti gigante de Galápagos fêmea que viveu seus últimos vinte anos no zoológico da Austrália, e que na data de sua morte (em junho de 2006) teria chegado à idade de 176 anos. Segundo dizem, ela teria sido levada à Inglaterra por Charles Darwin na famosa viagem que o naturalista fez a estas ilhas, na década de 1830.

Durante muito tempo estes animais convivem com o homem e já sofreram as mais diversas crueldades, desde da caça pelo sabor da carne até serem usados como peso vivo (lastro) em navios. Muitas espécies já foram extintas e muitas são consideradas vulneráveis devido à ação humana que destruiu o habitat destes animais durante a colonização das ilhas e com a introdução de animais domésticos que acabam competindo com os jabutis por alimento. Mas felizmente, hoje existem muitos pesquisadores que se dedicam integralmente a reproduzir e reintroduzir os jabutis além da preocupação constante com a preservação das ilhas.

Texto de Maíra Concistré
Atualizado por Simone S. Corazza
Bióloga Aprimoranda do Setor de Répteis

Atualizado por Ricardo Avari
Biólogo da Divisão de Ciências Biológicas

RÉPTEIS
Jabuti-piranga (Geochelone carbonaria)
Cobra de duas cabeças (Amphisbaena alba)
Suaçubóia (Corallus hortulanus)
Tracajá (Podocnemis unifilis)
Briba (Diploglossus lessonae)

Basilisco-verde (Basiliscus plumifrons)

Bico-doce (Ameiva ameiva)
Cágado-cabeçudo (Bufocephala vanderhaegei)
Gavial-da-malásia (Tomistoma schlegelii)
Jabuti-gigante-de-aldabra (Geochelone gigantea)
Jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris)
Jibóia (Boa constrictor)
Lagartixa-leopardo (Eublepharis macularius)
Lagarto-de-língua-azul (Tiliqua scincoides)
Lagarto-rabo-de-macaco (Corucia zebrata)
Muçuã (Kinosternon scorpioides scorpioides)
Papa-vento (Enyalius iheringii)
Píton-burmesa (Python molurus bivittatus)
Sinimbu (Iguana iguana)
Sucuri-amarela (Eunectes notaeus)
Surucucu-do-Pantanal (Hydrodinastes gigas)
Tartaruga-do-amazonas (Podocnemis expansa)
Teiú (Tupinambis merianae)
Tigre-d'água (Trachemys dorbignyi)
ANIMAIS DO ZÔO
Aves
Mamíferos
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Répteis
 
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