CÁGADO-CABECUDO

Ordem:
Testudines
Família: Chelidae
Nome popular: Cágado-Cabeçudo
Nome em inglês:
Vanderhaege's Toadhead Turtle
Nome científico:
Bufocephala vanderhaegei
Distribuição geográfica:
Bacias dos rios Paraguai e Paraná e na periferia
da bacia Amazônica, compreendendo o norte da Argentina,
o Paraguai e o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil
Habitat: Floresta Amazônica
e cerrado
Hábitos alimentares:
Carnívoro
Reprodução: Desova entre 1 e 14
ovos por postura e incubação de aproximadamente
321 dias
Período de vida:
Aproximadamente 20 anos
Muitos o chamam de
tartaruga, mas na verdade ele é um cágado,
pois apresenta um pescoço comprido e quando recolhe
a cabeça para dentro do casco, o faz dobrando-a
de lado. No Brasil, existem 16 diferentes espécies
de cágado, 6 delas ocorrendo no estado de São
Paulo.
O cágado cabeçudo
é uma dessas espécies. O seu nome não
faz menção a uma possível teimosia,
mas sim ao tamanho avantajado da sua cabeça que
garante, quando necessário, uma boa mordida.
Os cientistas o conhecem como Bufocephala vanderhaegei e além de ocorrer nas regiões Sudeste
e Centro-Oeste do Brasil, também ocorre no Paraguai,
na Argentina e, possivelmente, no Uruguai e na Bolívia.
O acasalamento ocorre
entre setembro e janeiro, durante a primavera e o verão,
sempre dentro d’água. As desovas ocorrem
posteriormente, de janeiro a junho, com o maior número
sendo observado em abril. Os ovos são enterrados
em um ninho aberto no solo e, embora o número
de ovos por postura possa variar de 1 a 14, em média
fica em torno de 6 a 7 ovos.
Eles apresentam casca
dura e lisa, semelhante à do ovo de galinha,
apresentando coloração creme. O formato
é ligeiramente alongado e o peso gira em torno
de 14,5g. Sabe-se que uma fêmea pode realizar
mais de uma postura por ano. As fêmeas adultas
são maiores que os machos, podendo alcançar
25 centímetros de comprimento do casco e 1.500
gramas de peso.
Trata-se de uma espécie
praticamente desconhecida em termos da sua história
natural, o que levou os pesquisadores do Setor de Répteis
do Zoológico de São Paulo a se preocuparem
com essa falta de informações. Estudando
a espécie no zôo, descobriram vários
aspectos da biologia e do comportamento do cágado
cabeçudo.
Fundação
Parque Zoológico de São Paulo
Texto de Flavio de Barros Molina
Atualizado por Simone S. Corazza
Bióloga Aprimoranda do Setor de Répteis
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