O Zoológico de São Paulo em parceria com a Pet Center Marginal inaugurou
o berçário de animais "VIDA DE FILHOTE".
A inauguração deste berçário é a realização de um desejo há muito perseguido pelos técnicos do Zôo de São Paulo, dotado de modernos equipamentos, controle de temperatura e iluminação adequada. Neste local, os técnicos poderão oferecer todos os cuidados necessários aos filhotes e
desenvolvimento de ovos que gerarão diversos tipos de aves, algumas até em risco de extinção.
O berçário "Vida de Filhote" fica localizado na Alameda Aves, ao lado da loja de lembranças.
No berçário, os visitantes terão a oportunidade de conhecer o trabalho de incubação de ovos e criação de filhotes de animais silvestres. O berçário é composto de uma sala climatizada para incubação de ovos de aves e de répteis, sala de criação de filhotes, de apoio e uma área
externa para filhotes um pouco mais desenvolvidos.
O cuidado maternal é essencial para o desenvolvimento de alguns animais, porém, vários fatores podem impedir que isto aconteça, como: ausência de leite materno, falta de experiência no cuidado com a cria, doença da mãe, do próprio filhote ou até mesmo rejeição.
Os primeiros meses de vida destes filhotes devem ser acompanhados com muita atenção, pois neste período são extremamente frágeis e dependentes, necessitando de cuidados intensivos até estarem adaptados em seu ambiente e em condições de sobreviver sozinhos.
A maioria dos répteis não tem cuidado parental, mas, os filhotes necessitam de cuidados especiais como temperatura e alimentação adequada.
A equipe de Educação Ambiental do Zôo, diariamente as 11h40min, realiza uma apresentação didática para o público que quer saber mais sobre os trabalhos desenvolvidos no berçário.
Sendo assim, o Zôo e a Pet Center Marginal, contribuem para a sobrevivência das espécies e conservação da fauna.
Filhotes de gavião-de-penacho, gavião-pega-macaco, ararinha - maracanã, iguana e sapinho-garimpeiro, são os novos moradores do berçário do Zôo de São Paulo.
Com poucos meses, os filhotes de gaviões serão apresentados em horários pré-definidos, devido os cuidados especiais que recebem. Os outros filhotes permanecerão no berçário por tempo indeterminado.
A reprodução de animais ameaçados de extinção como o gavião - de - penacho e a ararinha maracanã, é fruto de muita dedicação e estudo da equipe técnica do Zôo.
Divisão de Ensino e Divulgação
Tel. 5073-0811 ramal 2081 |
|
Gavião-de-penacho, Spizaetus ornatus
O Gavião de penacho, Spizaetus ornatus, habita florestas úmidas de quase todo o Brasil e da América Central e é um espécie criticamente em perigo de extinção, segundo a lista das espécies ameaçadas do Estado de São Paulo. Pesando de 1000 a 1450 g, este gavião é uma poderosa aves
de rapina que possui habilidade para caçar presas tanto no solo quanto em copas de árvores, se alimentando principalmente de aves(mutuns, perdizes, garças, tucanos, papagaios e araras), mamíferos (pequenos e médios macacos, esquilos e roedores) e répteis (iguanas, lagartos teiú e
diversas espécies de serpentes).
O Zôológico de São Paulo vem trabalhando para a reprodução de aves de rapina em cativeiro visando a conservação, principalmente, de espécies brasileiras. Por este motivo foi feita uma parceria com a SOS Falconiformes que cedeu um macho de gavião-de-penacho para o pareamento
com uma fêmea que vivia há 12 anos solitária aqui no Zôo. A aproximação do casal foi um sucesso
e após botar o segundo ovo, que foi incubado artificialmente por 48 dias, em 11/08/05 nasceu o primeiro gavião-de-penacho no Brasil. O segundo filhote nasceu em 09/01/06.
Pesando inicialmente 56,4g, o segundo filhote vem recebendo cuidados especiais dos biólogos
e veterinários e está sendo mantido em uma incubadora própria para a criação de filhotes de aves. Após 6 horas de nascimento, o filhote já abria os olhos e pedia comida. A alimentação deste filhote consiste em ratos criados no biotério e como ainda não sabe comer sozinho, recebe o alimento diretamente no bico com auxílio de um pinça.
Em vida livre esta espécie faz o seu ninho em copas de árvores altas, portanto o filhote recebe banhos de sol diários e já abre as asas para captar o máximo de calor. Todo o desenvolvimento
está sendo registrado e acompanhado pelos técnicos.
Este nascimento é fruto de muita dedicação, com pesquisas sobre a espécie e o conseqüente aprimoramento do manejo em cativeiro desta bela ave. Ainda, este resultado reflete o espírito de cooperação do Zoológico e da SOS Falconiformes em prol da conservação de nossa rica
biodiversidade.
Gavião-pega-macaco, Spizaetus tyrannus
O Gavião pega macaco, Spizaetus tyrannus, habita florestas úmidas de quase todo o Brasil
e da América Central, preferindo habitar áreas semi-abertas e talvez por isto seja mais fácil de observar esta espécie do que o gavião de penacho. Pesando de 950 a 1120 g, este gavião é uma
poderosa ave de rapina que possui habilidade para caçar presas tanto no solo quanto em copas de árvores, se alimentando principalmente de mamíferos como esquilos, roedores, pequeno macacos
e morcegos, aves como tucanos e araçaris e répteis como iguanas, largatos e serpentes.
A fêmea chegou ao Zoológico em 25/08/92 e o macho em 17/02/86 provenientes de
permutas como outras instituições. Deste casal já nasceram 5 filhotes, o primeiro em 11/04/06
e o último em 20/03/97. Após quase 10 anos o casal voltou a reproduzir nascendo o sexto filhote
em 06/01/06.
Este filhote esta recebendo os mesmos cuidados que o gavião de penacho.
|